Egológico
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BIOGRAFIA



Bezerros-PE (desenho de 1966, aos 16 anos de idade);
mostrando detalhes do meu fanzine "FÃ SIM-HQ", durante coquetel de
lançamento do livro "Humor Brasil 5OO Anos", do qual participei,
em abril de 2000, com 20 "feras" do humor gráfico nacional: Ronaldo,
Gilmar, Rovel, Tako, Ubiratan, Carlos Cooper, Rocco, Spacca, Moretti,
Mastrotti, Fausto, Peixe, Alecrim, Cerito, Edgard Guimarães, Iéio,
Márcio, Antônio Éder, Djama Lúcio e Pecê, publicado pela Editora Virgo.



Exposição do I Concurso Nacional de HQ 1995, da Academia
Brasileira de Artes - ABRA
(as segundas metades dos expositores),
no Centro Cultural S. Paulo, quando foram classificados: Cartum, tiras
e HQ; acima, lançamento de "Zé do Caixão: Esta Noite Encarnarei
no teu Cadáver", de José Mojica Marins, adaptada e quadrinizada
por Laudo Ferreira Júnior (ao lado de Mojica), 1995.


"Perispírito": quadrinização, em 1990, de um sonho
numa madrugada de 1980.


Vista parcial de Bezerros e do Colégio S. José, onde estudei.

Lembrança dos 100 anos
do Colégio N.S. das Dores -
internato e externato feminino.

"Com o meu violão e uma dezena de amigos, costumávamos fazer serenatas
para as internas desse educandário. Eram eles: Celestino, já falecido
(gostava de imitar Orlando Silva e Bing Crosby), Paulo Bezerra
(Superintendente da PF, na Bahia, até o início de 2007, quando assumiu
a Secretaria de Segurança Pública do mesmo Estado), Ghiarone (ótimo
cartunista), Hamilton Gaspar (trabalhava com o pai no Cartório da família),
Ubiracildo (era bom desenhista), Zé de Pota (fã e imitador de Carlos Galhardo),
Antônio Mendonça (já falecido; compositor de valsas, boleros, frevos e marchas,
e autor do Hino de Bezerros; gravou alguns discos independentes com o Rei do Frevo,
Claudionor Germano), José Edson (publicitário, meu parceiro nos caminhos das
"histórias em quadrinhos", fã e imitador de Altemar Dutra), Cícero Pinheiro,
o "Carioca" (excelente desenhista, quadrinista, criador de personagens e de ótimos
argumentos - tivemos uma "rusga", na adolescência, e, lamentavelmente,
nunca mais nos falamos), Israel Pessoa (dono de uma madeireira, fã de
Roberto Carlos), Ramiro Silva ("cineasta" amador, superfã das 7ª e 9ª
Artes; na sua doce ingenuidade, pediu-me para pô-lo como "ator principal"
de alguns "quadrinhos" meus), Advaldo e Admilson (irmãos, bons desenhistas;
o primeiro, abraçou a carreira militar), Lucas Cardoso (advogado e
ex-prefeito, falecido precocemente), Marcos Pontes cirugião-dentista,
foi vice-prefeito e Secretário de Educação e Cultura da cidade),
Romualdo (na época do ginásio, cortamos nossos pulsos, como os índios
americanos, e, encostando nossos cortes, nos tornamos "irmãos de sangue";
fui meia-esquerda no seu time de futebol, o "São Paulo", que tinha o
uniforme igual ao Flamengo), Dedé Saroba (comerciante; imitava Carlos
Alberto, Agnaldo Thimóteo, Agnaldo Rayol, Nelson Gonçalves, entre outros).
Com João do Cavaquinho (era chefe do Departamento de Águas e Esgotos
de Bezerros) e Dr. José Antônio de Amorim, que cantava e tocava escaleta
(então, Juiz de Direito da Comarca, diretor e professor do Colégio S. José),
formávamos um trio "sexta-feirense", tocando choro, canção, samba, tango,
bolero, xotes, baião, valsa, fox etc.), sempre em sua residência."


Recordação da vitoriosa campanha a Prefeito de Bezerros (1972)
do advogado Severino Otávio Raposo Monteiro (foi Conselheiro
do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco e Deputado Estadual),
meu professor de Direito Comercial no Curso de Contabilidade.


Aos 6 meses e aos 16 anos de idade, quando trabalhei como
locutor da Rádio Educadora, também conhecida como
"Bandeirante". Detalhe: seu fundador, Wilson, considerado
um gênio da eletrônica, montou um transmissor com
capacidade de transmitir suas ondas a várias cidades
circunvizinhas (uma das primeiras rádios-piratas do país.
Naquela época, nem se sabia que era necessário autorização
federal.), cuja experiência se encerraria pela PF,
voltando a ser, como começara, apenas um serviço de som
local, com dezenas de alto-falantes espalhados pela cidade.


No DRMM/7, Olinda-PE (1969); na Editora Brasileira de Agricultura, em 1977 (S. Paulo),
com o colega Durval Felisberto, diagramador; noite de autógrafos do livro "Humor Brasil
500 Anos" (2000), com os amigos cartunistas Luiggi Rocco, Mastrotti (o editor) e Gilmar.


JODIL

Fui registrado como JOÁS DIAS DE LIMA (se me tivessem consultado,
optaria por outro nome: não gosto do pré-nome, nem de Dias
(prefiro noites), nem de Lima (mas, mesmo doce-insossa, é melhor do que "laranja").
Nasci em Catende-PE (zona açucareira de Pernambuco)
em 11 de janeiro de 1950, mas vivi dos 6 aos 22 anos em Bezerros-PE,
a 100 quilômetros de Recife, de onde só saí para cumprir o
"serviço" militar em Olinda, e para Caruaru (onde morei durante quase 2 anos),
e, definitivamente, para a ex-cidade da garoa, São Paulo, em 23 de dezembro
de 1973 (de onde nunca mais saí). Já em janeiro de 1974, comecei fazer contatos
para viabilizar "meus sonhos": procurei a Editora Taika - tendo sido recebido
por Manoel César Cassoli -, na tentativa de resolver o caso de uma HQ que eu
havia enviado, de Pernambuco (os originais!), e que havia sido publicada com
pequenas alterações e desenho de outro artista (aí, vi que eu não o era!), nada
obtendo como resposta factível. Em seguida, procurei a Editora Edrel - que já
estava encerrando, melancolicamente, suas atividades -, engavetando, a partir
dali, os belos sonhos de viver do prazer de desenhar histórias em quadrinhos.

Ainda pré-adolescente, conheci Manuel Celestino, já consagrado artista plástico
da cidade de Bezerros, cujas habilidades abrangiam desenho, escultura, pintura
e publicidade (cartazes, placas e fachadas comerciais, entre outras atividades;
na região, era quem mais conhecia a 7ª Arte, nacional e internacional).
Foi um dos principais esteios da minha formação artístico-cultural, cujos
conselhos me levariam a leituras mais substanciais, desde as famosas
Seleções de Reader's Digest, e suas condensações de livros - na época,
uma das mais lidas publicações em todo o mundo -, às obras dos grandes mestres
da pintura, da literatura e da música universais, emprestando-me livros de
Antero de Quental, Fernando Pessoa, Edgard Allan Pöe, Arthur Schopenhauer,
Machado de Assis, Augusto dos Anjos, Álvares de Azevedo, entre outros.
Como incentivo, pediu-me para inaugurar um cavalete que ele havia desenhado
e encomendado a um marceneiro da cidade. Pintei, meio tosco, um ferreiro.



Arte-final minha sobre lápis de Celestino (1967).

[Manuel Celestino, falecido em 2002, deixou
suas obras espalhadas pela cidade, inclusive
bustos mortuários. Ornamentou dezenas de
festas natalinas, religiosas e carnavalescas,
esculpiu e pintou quadros de "santos" católicos
e cenas bíblicas, cartazes dos cinemas em que
trabalhou como projecionista, tendo exibido
filmes ao ar livre, como em "Cinema Paradiso".]


Meu primeiro trabalho com carteira assinada foi na
Empresa Folha da Manhã S.A., de São Paulo, em abril
de 1974, como past-up. Nessa época, estudei
na Escola Panamericana de Arte (no primeiro mês,
com o professor Ahumada; depois, com o Mestre
José Lanzellotti (eventualmente, tive orientações
do consagradíssimo Nico Rosso).




Trabalhos escolares e Carteira escolar (1974).


Minha infância foi compartilhada com as personagens de Luís Sá,
publicadas nos chicletes Ping-Pong, "O Amigo da Onça",
de Péricles do Amaral, as obras de Carlos Estêvão e as tiras
dominicais de "Brick Bradford", de Clarence Gray, desenhadas
por Paul Norris, publicadas no Diário de Pernambuco,
bases para minhas cópias e inspirações.


Minha primeira tira, "Gravata-borboleta", foi feita para a revista Masapa, de São Paulo, em 1976,
baseada num cartum que eu tinha visto, na pré-adolescência, e que se grudara na memória.


Meus poucos trabalhos, como cartunista e ilustrador, sempre se "confinaram"
em revistas dirigidas e jornais de bairros, como: Avicultura Brasileira
(1976/1977), Revista Banas (1978/1984), Problemas Brasileiros
(SESC, 1980), Fazer & Lazer (1981), Gráfica da FAAP
(Faculdades Armando Álvares Penteado), ITC Notícias (1986/1987),
A Gazeta da Lapa (1982), Agenda Bíblica (AM Edições, 1991),
Expressão da Liberdade (Movimento Humanista, (1997/1999),
Jornal da Liberdade (2001/2002), Folha de Moema
e MUSA, jornal de Música e Artes, que editei em 2001/2002.
Trabalhei para várias editoras e agências de publicidade, dentre as quais,
Francisco Alves Indústria Gráfica e Bureau Técnico de Publicidade.


Participei de vários concursos e salões de HQ e humor, do Brasil e do exterior,
sendo, algumas vezes, classificado, porém, sem os louros do podium:
I Bienal Internacional de Histórias em Quadrinhos do Rio de Janeiro,
Salão de Humor de Volta Redonda, Salão de Humor de Caratinga (MG),


Salão Internacional do Humor de Piracicaba (SP), Salão de Amadora
(Portugal), Mostra de Fanzines e Concurso de Caricatura de
Galícia-Espanha
, Concurso de Banda Desenhada de Loulé (Portugal),
I Concurso Nacional de HQ da Academia Brasileira de Artes (SP) –
classificando-me em três categorias: Charge, HQ e Tiras –, exposição de
caricaturas do "Projeto By Italy", de Fernando Palmari (SP), já falecido.
Editei os fanzines: Fã Sim-HQ (de 1993 a 2003) – tendo recebido o Prêmio
"Zodíaco" de Melhor Editor e Melhor Fanzine de 1995 –, Humorror,
Egológico, Túmulos Vazios
e o número único deEsses Famosos Desconhecidos
da 9ª Arte Brasileira
(1999). Fundei a malograda APQ – Associação
Pró-Quadrinhos
, que deu, apenas, vôos rasantes, ainda esperando uma grande
decolagem. Participei dos livros de humor (coletâneas de vários cartunistas)
publicados pela Editora Virgo: "Humor Brasil 500 Anos" (2000), "Tiras de Letra
Outra Vez" (2002) e "Tiras de Letra Pra Valer" (2004).
Sou autor dos métodos práticos: "Cavaquinho e Violão Tenor" (para destros
e canhotos) e "Violão Para Principiantes, Sem Pestana" (idem), publicados
pela Editora Ricordi Brasileira (SP), e do libreto "A Saúde na Alimentação"
- em versos e prosa (edição própria, 1989).
Pesquisando o mundo underground das publicações cartunísticas e
hagaqueanas nacionais, idealizei e publiquei, na Internet, a PRIMEIRA
ENCICLOPÉDIA DE FANZINES, a ENCICLOZINES, em 2000, HPG;
depois, pelo VILABOL (extinto) e, atualmente, em processo de atualização
para ser editado pelo XPG.

Editei os sites biográficos dos quadrinistas Ignácio Justo:
A ARTE DE IGNACIO JUSTO, e de Isaac Huna: ISAAC ART, também, no HPG
(ambos, retirados do ar entre 2007 e 2008, muito antes de se tornar hospedagem paga).
Estão, novamente, no ar, gratuitamente, graças ao espaço
mantido por www.xpg.com.br, da UOL:

www.ignaciojustosite.xpg.com.br

www.hunart.xpg.com.br